Boa noite. Tive algumas dificuldades e falta de tempo para chegar aqui. Agora que cheguei quis deixar ao Paris Carmeli e a todos que lerem este post que é uma Oração pela família. É algo rebuscada, mas muito bela. Quero partilhá-la, pois outros o fizeram comigo. A oração reza assim:
Bem debaixo, Senhor, da tua asa,
coloca a nossa casa.
Nossa mesa abençoa, e o leito, e o linho,
guarda o nosso caminho.
Brote em torno o jardim, frutos e flores,
em nossa boca louvores.
Conserva pura a fonte de cristal,
longe o pecado e o mal.
Repele o incêndio, a peste e a inundação,
reine a paz e a união.
Bem haja na janela o azul do dia,
na parede, Maria.
Encontre a noite quieta a luz acesa,
sopa quente na mesa.
Batam à porta o pobre e o viajor,
e tu mesmo, Senhor.
Tranquilo seja o sono sob a cruz,
que a outro sol conduz.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Novas tecnologias para inovar
Pois é, finalmente uma forma inovadora e eficaz de dizermos o que nos vai na alma sobre tudo e todos que nos rodeiam. Nem sempre as novas tecnologias servem para nos afastar, individualizar, engordar .... em fim, temos de as aproveitar, uma vez que elas existem, para aprender e evoluir a todos os níveis. Descobri à relativamente pouco tempo que Santa Teresinha via as novas invenções da época de uma forma bastante interessante. Reparem neste pequeno texto e vejam se não se poderá aplicar actualmente nas tão faladas novas tecnologias.
“Estamos num século de invenções.
Agora já não se tem a maçada de subir os degraus de uma escada; em casa dos ricos o ascensor substitui-a vantajosamente. Eu queria também encontrar um ascensor que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a rude escada da perfeição. Então, procurei nos Livros Sagrados a indicação do ascensor — objecto do meu desejo —, e li as estas palavras saídas da boca da Sabedoria eterna: Se alguém for pequenino, venha a mim.
Então, aproximei-me, adivinhando que tinha encontrado o que procurava, e querendo saber, ó meu Deus!, o que faríeis ao pequenino que respondesse ao vosso apelo. Continuei as minhas buscas, e eis o que encontrei: — Como uma mãe acaricia o seu filho, assim eu vos consolarei; levar-vos-ei ao colo e embalar-vos-ei nos meus joelhos! Ah!, nunca palavras tão ternas e tão melodiosas me vieram alegrar a alma.
O ascensor que me há-de elevar até ao Céu, são os vossos braços, ó Jesus! Para isso não tenho necessidade de crescer; pelo contrário, é preciso que eu permaneça pequena, e que me torne cada vez mais pequena. Ó meu Deus! excedestes a minha esperança, e eu quero cantar as vossas misericórdias."
(História de uma Alma, Ms C 3rº)
“Estamos num século de invenções.
Agora já não se tem a maçada de subir os degraus de uma escada; em casa dos ricos o ascensor substitui-a vantajosamente. Eu queria também encontrar um ascensor que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a rude escada da perfeição. Então, procurei nos Livros Sagrados a indicação do ascensor — objecto do meu desejo —, e li as estas palavras saídas da boca da Sabedoria eterna: Se alguém for pequenino, venha a mim.
Então, aproximei-me, adivinhando que tinha encontrado o que procurava, e querendo saber, ó meu Deus!, o que faríeis ao pequenino que respondesse ao vosso apelo. Continuei as minhas buscas, e eis o que encontrei: — Como uma mãe acaricia o seu filho, assim eu vos consolarei; levar-vos-ei ao colo e embalar-vos-ei nos meus joelhos! Ah!, nunca palavras tão ternas e tão melodiosas me vieram alegrar a alma.
O ascensor que me há-de elevar até ao Céu, são os vossos braços, ó Jesus! Para isso não tenho necessidade de crescer; pelo contrário, é preciso que eu permaneça pequena, e que me torne cada vez mais pequena. Ó meu Deus! excedestes a minha esperança, e eu quero cantar as vossas misericórdias."
(História de uma Alma, Ms C 3rº)
domingo, 5 de novembro de 2006
“A Rosa Desfolhada”
“A Rosa Desfolhada”
Ao ver-Vos, meu Jesus, deixar da mãe os braços,
E com o terno auxílio
Tentear vacilando uns mal seguros passos
Em nosso pobre auxílio.
Quisera, desfolhar, Amor, pelo caminho
A mais purpúrea rosa
Porque esse pé gentil poisasse de mansinho
Sobre uma flor mimosa.
Assim desfolhadinha a rosa é imagem bela,
Ó meu divino Infante,
Dum pobre coração que vitimar-se anela
Por Vós a cada instante.
Mais uma rosa cresce em vosso alter risonha
De Vós servir contente.
Feliz! que a Vós se deu; porém minha alma sonha
Em se esfolhar somente.
A rosa em seu fulgor tem culto e luzimento;
Às festas dá seu brilho.
A rosa desfolhada, esse levou-a o vento;
Ninguém lhe soube o trilho…
A rosa em se esfolhar, p’ra sempre renuncia
À vida, a quanto amava.
Com ela, a Vós, meu Deus, em venturoso dia
Se entrega a humilde escrava.
Bem sei que sem reparo o viandante pisa
Da rosa o vão despojo;
Enfeite descuidado em que retoiça a brisa,
Envolto em pó, de rojo…
Jesus, sacrifiquei por vosso amor, gozosa,
O meu futuro, a vida,
Aos olhos dos mortais deve esconder-se a rosa
P’ra sempre emurchecida.
Hei-de morrer por Vós! De gozo em si não cabe
Minha alma ardendo em chama.
Então, Jesus, vereis se quanto pode e sabe
Meu coração Vos ama.
E assim quero viver a vossos pés sem brilho
Presa em divinos laços.
Pudesse eu abrandar no doloroso trilho
Vossos últimos passos.
(Maio de 1997)
(in “História de Uma Alma – Manuscritos Autobiográficos – Santa Teresa do Menino Jesus”)
Ao ver-Vos, meu Jesus, deixar da mãe os braços,
E com o terno auxílio
Tentear vacilando uns mal seguros passos
Em nosso pobre auxílio.
Quisera, desfolhar, Amor, pelo caminho
A mais purpúrea rosa
Porque esse pé gentil poisasse de mansinho
Sobre uma flor mimosa.
Assim desfolhadinha a rosa é imagem bela,
Ó meu divino Infante,
Dum pobre coração que vitimar-se anela
Por Vós a cada instante.
Mais uma rosa cresce em vosso alter risonha
De Vós servir contente.
Feliz! que a Vós se deu; porém minha alma sonha
Em se esfolhar somente.
A rosa em seu fulgor tem culto e luzimento;
Às festas dá seu brilho.
A rosa desfolhada, esse levou-a o vento;
Ninguém lhe soube o trilho…
A rosa em se esfolhar, p’ra sempre renuncia
À vida, a quanto amava.
Com ela, a Vós, meu Deus, em venturoso dia
Se entrega a humilde escrava.
Bem sei que sem reparo o viandante pisa
Da rosa o vão despojo;
Enfeite descuidado em que retoiça a brisa,
Envolto em pó, de rojo…
Jesus, sacrifiquei por vosso amor, gozosa,
O meu futuro, a vida,
Aos olhos dos mortais deve esconder-se a rosa
P’ra sempre emurchecida.
Hei-de morrer por Vós! De gozo em si não cabe
Minha alma ardendo em chama.
Então, Jesus, vereis se quanto pode e sabe
Meu coração Vos ama.
E assim quero viver a vossos pés sem brilho
Presa em divinos laços.
Pudesse eu abrandar no doloroso trilho
Vossos últimos passos.
(Maio de 1997)
(in “História de Uma Alma – Manuscritos Autobiográficos – Santa Teresa do Menino Jesus”)
Subscrever:
Mensagens (Atom)